Pelo amor da Santa: façam o vosso CV com IA!
Aqui no LinkedIn, em desfile constante,
vejo o mesmo texto — elegante, redundante:
emojis a mais, emoção encenada,
a “jornada” batida, sempre replicada,
frases curtas, limpas, alinhadas no ar,
mas sem peso, sem corpo, sem nada a ficar.
Tudo certo. Tudo igual. Tudo previsível.
Tudo muito bonito — e pouco legível.
E depois abro CVs — e o contraste é brutal:
silêncio, vazio, um retrato banal.
Títulos com erros, palavras ao lado,
experiência difusa, percurso apagado,
nada explica o impacto, o que foi construído,
fica tudo por dizer — e isso é ruído.
E as fotos — ah, as fotos — um capítulo à parte:
festas no fundo, cortes sem arte,
rostos colados, sem contexto, sem cuidado,
um detalhe que grita: isto foi improvisado.
Há aqui uma inversão difícil de ignorar:
investe-se no palco… e falha-se ao estruturar
o documento que abre — ou fecha — direcção,
aquele que sustenta qualquer decisão.
Um CV não é detalhe, não é formalidade,
é leitura concreta da tua capacidade.
Por isso digo, sem rodeio nem encanto:
pelo amor da santa — usem IA, no entanto.
Mas usem com critério, com exigência real,
para dar forma, clareza, estrutura essencial.
Porque o problema hoje, com toda a evidência,
não é falta de ferramenta — é falta de consciência.
*Em todos os processos de recrutamento que tenho neste momento, nenhum CV se sustenta. A experiência existe — mas não chega ao papel. Perde-se no formato, nas escolhas, nas fotos. E quando digo nenhum, é mesmo nenhum.
Há percursos válidos que ficam invisíveis, há competência que não se lê, há potencial que não atravessa o documento. Contratem alguém que vos ajude — com rigor, ética e intenção. Ou parem, pesquisem, compreendam a vossa própria história, organizem o vosso percurso e deem-lhe forma.
Um CV não é detalhe. É conceito, é futuro, é proveito — ou ausência dele.
Se precisar de ajuda: na CV.Experts – Do currículo à contratação. Conduzimos cada passo. podems ajudar.



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